A Imagem, a idéia, o símbolo

Pequeno recorte sobre o que são as imagens, idéias e símbolos do livro O que é imaginário de Laplatine e Trindade.

Imagens são construções baseadas nas informações obtidas pelas experiências visuais anteriores. Nós produzimos imagens porque as informações envolvidas em nosso pensamento são sempre de natureza perceptiva.

Imagens não são coisas concretas mas são criadas como parte do ato de pensar. Assim a imagem que temos de um objeto não é o próprio objeto, mas uma faceta do que nós sabemos sobre esse objeto externo.

[…]

As idéias são representações mentais de coisas concretas ou abstratas. Essas representações nem sempre são símbolos, pois como as imagens podem ser apenas sinais ou signos de referência, as representações aparecem referidas aos dados concretos da realidade percebida.

[…]

Tanto a imagem como o símbolo constituem representações. Essas não significam substituições puras dos objetos apresentados na percepção, mas são, antes, reapresentações, ou seja, a apresentação do objeto percebido de outra forma, atribuindo-lhe significados diferentes, mas sempre limitados pelo próprio objeto que é dado a perceber. É necessário examinar a natureza mesma da relação social na qual a representação, como imagem ou símbolo irá atuar.

(pp. 10-14)

Fonte:

LAPLATINE, François; TRINDADE, Liana. O que é imaginário. São Paulo: Ed. Brasiliense. 1996.

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Stálin: o capitão

Aquele que guia o povo, que os direciona ao caminho correto e próspero.

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O “verdadeiro” e o “falso” da imagem

Um pequeno recorte do livro O Imaginário de Gilbert Durand, em que ele faz uma reflexão histórica sobre de como foi tratado as imagens dentro da concepção dialética, formada por Sócrates, Aristóteles e Platão, e depois endossada pelo cristianismo. Esta concepção levou o mundo ocidental a interpretar variados assuntos em torno de duas concepções, uma totalmente “verdadeira” ou outra totalmente “falsa”, daí a dificuldade de se tomar as imagens como objeto de estudo, já que fazer uma afirmação precisa acerca das imagens seja uma tarefa complicada.

“Lógico que, se uma dado da percepção ou a conclusão de um raciocínio considerar apenas as propostas ‘verdadeiras’, a imagem, que não pode ser reduzida a um argumento ‘verdadeiro’ ou ‘falso’ formal, passa a ser desvalorizada, incerta e ambígua, tornando-se impossível extrair pela sua percepção (sua ‘visão’) uma única proposta ‘verdadeira’ ou ‘falsa’ formal. A imaginação, portanto, muito antes de Malebranche, é suspeita de ser ‘a amante do erro e da falsidade’. A imagem pode se desenovelar dentro de uma descrição infinita e uma contemplação inesgotável. Incapaz de permanecer bloqueada no enunciado claro de uma silogismo, ela propõe uma ‘realidade velada’ enquanto a lógica aristotélica exige ‘claridade e diferença”. (p.10)

Fonte:

DURAND, Gilbert. O Imaginário. Ensaios acerca das ciênscias e da filosofia da imagem. Coleção enfoques filosofia. 3ª ed. Rio de Janeiro: Difel. 2004.

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Apenas os que trabalham podem desfrutar dos bens materiais

Achei esta figura bem interessante. Destaca o trabalhador de uma forma bem imponente e altiva, e ao contrário daquele que trabalha estar implorando por algo, é o burguês que implora, por uma simples camisa, que não a possui pois não trabalha, como diz na frase abaixo da figura que a complementa. Detalhe são as unhas do burguês em formato de garras.

Fonte:

A Plebe, n° 36, 08 de Maio de 1933

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O Pobre é um vadio?

No primeiro número de “A Plebe” o jornal já mostra por que veio. E uma das facetas é a de contrapor aos jornais que alienavam a população operária, propagando uma série de ideologias da classe dominante que buscavam legitimar seu poder. Uma delas foi o artigo do “Correio Paulistano” de que o pobre só é pobre porque não gosta de trabalhar. Daí vem este artigo de Benjamin Mota, e mostra o porque do “Correio Paulistano” estar totalmente enganado quanto a isso. Os pobres de São Paulo são os trabalhadores, que devido aos “açambarcadores” não conseguem prosperar.

A análise de Benjamin Mota é apoiada teoricamente nas idéias marxianas, do qual o autor o menciona no artigo. Principalmente voltada para a teoria da mais-valia e da ideologia.

Fonte:

“A Plebe”, n° 01, 9 de Junho de 1917

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Homenagem a Errico Malatesta

Um dos teóricos do anarquismo mais abordado nos periódicos libertários no Brasil. Principalmente devido à faceta anarco-sindicalista, uma das correntes do anarquismo mais exercida no período republicano brasileiro

Fonte:

– A Plebe, n° 34, 22 de Julho de 1933

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A Imaginação Social – Bronislaw Baczko

Exponho um dos tópicos do verbete “Imaginação Social” de Bronislaw Baczko. Nessa passagem ele exemplifica sua teorização do que seria imaginação social ou imaginação coletiva, através da prática da análise de um determinado acontecimento histórico, que na ocasião ele escolhe a Revolução Francesa. Este evento produziu diversos simbolismos e práticas sociais que formaram um verdadeiro imaginário social, presente até nos dias atuais, representado principalmente pela Bastilha.

Segue o texto, aproveitem. Continuar lendo

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